Priscila Brasileiro, psicóloga, diante de tecidos africanos
Brasileiro Psi

Priscila Brasileiro

Psicóloga · CRP 05/51361

Uma escuta em que você cabe inteira

Psicoterapia online com Gestalt-terapia e escuta racializada, para pessoas adultas — com foco em diagnóstico tardio e neurodivergência.

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CRP 05/51361registro ativo PUC-RioGestalt-terapia 100% onlineBrasil e exterior
Talvez você reconheça isso

Não é falta de esforço. Nunca foi.

  • Você aprendeu a carregar tudo nas costas e, em algum momento, passou a achar que esse peso era o preço de ser aceita, útil e ouvida.
  • Você resolve o que é dos outros com uma clareza que não consegue aplicar em si. Quando tenta separar o que é a sua dor e o que é a dor de alguém, a linha some.
  • Por fora, funciona: trabalha bem, dá conta, é a pessoa em quem todo mundo se apoia. Por dentro custa caro — e você não sabe dizer desde quando.
  • Você já ouviu que é demais, ou de menos, ou intensa, ou estranha. O que você nunca ouviu foi um nome para aquilo.
  • Você buscou aprovação por tanto tempo que confundiu ser aceita com ser vista.
Para quem é este espaço

Pessoas adultas que já sabem que terapia é trabalho

Quem chega aqui

Pessoas adultas

Mulheres e homens. Pessoas héteras, lésbicas, gays, bissexuais e trans. Pessoas pretas. Pessoas neurodivergentes, com diagnóstico fechado ou em investigação.

A maior parte já fez terapia antes. Não chega para descobrir se terapia funciona — chega porque sabe que funciona e está procurando a profissional certa para uma questão específica.

O que mais aparece

O que costuma trazer alguém aqui

Diagnóstico tardio de autismo e TDAH na vida adulta, e o efeito de décadas de adaptação silenciosa.

As marcas do racismo e do silenciamento em quem aprendeu cedo a não ocupar espaço. A autoestima que precisa ser reconstruída de dentro, não de fora.

Como Cuido

Como eu cuido

Não me coloco como superior, nem como conselheira, nem como tradutora da sua vida.

Gestalt-terapia

O encontro no aqui-e-agora, sem apagar o que passou e sem abrir mão de planejar o que vem. Consciência do que se vive, contato com o que se sente, autonomia para escolher.

Você inteira, não a queixa

Olho família, amigos, relacionamento, rotina, trabalho, corpo e espiritualidade. A queixa inicial quase nunca é o lugar onde a coisa realmente está.

Escuta racializada

Raça, gênero, classe e território não ficam do lado de fora da sessão. O que te atravessa na rua entra comigo na sala.

Duas casas, dois trabalhos

Brasileiro Psi não é a mesma coisa que Psico das Pretas

São dois trabalhos meus, com funções diferentes. Vale entender a diferença antes de escolher a porta.

Você está aqui

Brasileiro Psi

Meu consultório. Processo terapêutico continuado, geralmente de um a três anos, com foco em diagnóstico tardio, neurodivergência na vida adulta e cuidado integral.

Para quem já entende a terapia como parte da própria vida e procura uma profissional com formação e vivência nessa questão específica.

A outra porta

Psico das Pretas

Casa de cuidado afrocentrado que cofundei com Mariana Pereira. É porta de entrada: existe para que a mulher negra que nunca acessou terapia encontre um primeiro lugar de escuta que não a massacre.

Outra proposta, outro ritmo, outra função. Conhecer a Psico das Pretas →

Priscila de perfil, olhos fechados, em um momento de serenidade Respira. Você chegou.
Um convite

Terapia não é luxo. É chão.

Se você adia esse cuidado há tempo — por rotina, por não saber se "é pra você", por medo de começar — comece com medo mesmo. O medo se destrava dentro do processo, não antes dele.

A primeira conversa começa com uma mensagem. Eu te explico como funciona, disponibilidade e valores.

Dar o primeiro passo
Priscila sorrindo, com o celular na mão, no consultório A conversa começa aqui
Vamos conversar?

Pronta para te escutar

Você não precisa chegar com tudo organizado nem saber explicar o que está sentindo. Basta dizer que quer conversar.

Iniciar conversa
Este site não é canal de emergência. Se você está em sofrimento agudo ou risco imediato, ligue 188 (CVV, 24h), procure uma UPA ou CAPS, ou ligue 192. Em situação de violência, 180 ou 190.
Diagnóstico tardio · TDAH e autismo na vida adulta

O sofrimento vem da sua forma de funcionar — ou da forma como o mundo respondeu a ela?

Essa é a pergunta que eu faço a cada pessoa que chega aqui depois de descobrir, adulta, que é autista ou tem TDAH. Ela muda tudo o que se faz com o diagnóstico.

O erro mais comum

Ensinar alguém a ser neurotípica não é cuidar dela

Vejo com frequência um erro de postura clínica: pressupor que a pessoa precisa aprender a funcionar como neurotípica, em vez de compreender quem ela é depois de uma vida inteira de adaptação.

Quando o diagnóstico chega na vida adulta, a pessoa não chega à terapia com uma novidade. Ela chega carregando décadas de inadequação, de mascaramento, de autocrítica e, muitas vezes, de traumas relacionais. Se enxergamos apenas os déficits, corremos o risco de repetir exatamente a invalidação que ela viveu por anos.

A pergunta não é o que há de errado com você. É o que o mundo cobrou de você para te deixar entrar.

O que eu faço é outra coisa: compreender como você organiza o seu contato com o mundo hoje, sem comparar isso continuamente a um padrão que nunca foi o seu.

O que costumo encontrar

Como isso costuma aparecer

Autismo

Quem descobre tarde que é autista

Relata dificuldade nas relações sem entender de onde vinha, e sofria muito com isso. Costuma aparecer com mais força nos relacionamentos amorosos: dificuldade de colocar limite, hábito de fazer só o que o outro quer, atenção quase nenhuma às próprias necessidades.

Muitas dessas pessoas conseguiram viver a vida inteira funcionando — mas a um custo emocional que ninguém em volta enxergou.

TDAH

Quem descobre tarde que tem TDAH

Costuma ser gente muito inteligente, cheia de ideias, com enorme dificuldade de seguir adiante com elas. Dificuldade de focar, de parar para descansar, de organizar planos e metas.

Às vezes até de sustentar o que a própria terapia propõe — porque são muitas ideias na cabeça ao mesmo tempo. Isso também é material de trabalho, não falha de compromisso.

O que muda

Nomear é o trabalho

O que acontece no processo é isto: a pessoa aprende a nomear tudo aquilo que passou uma vida inteira sem nome. Aprende a receber o diagnóstico sem susto, a conviver com ele, e depois a entender o que sentiu e viveu ao longo de décadas.

Um aviso honesto: isso às vezes assusta quem está em volta e pode dar a sensação de que a pessoa piorou. Não piorou. É o que acontece quando alguém começa a se soltar das amarras e das dúvidas sobre ser ou não aceita — o processo fica visível antes de ficar confortável.

Meu foco é justamente no diagnóstico tardio: gente que se sentiu estranha a vida inteira sem necessariamente parecer neurodivergente, porque conseguia levar a vida — com muito custo emocional.

  • Identificação tardiaO alívio de finalmente nomear o que sempre foi sentido.
  • Acomodação e suporteEstratégias práticas para o dia a dia, sem mascaramento exaustivo.
  • Acolhimento da diferençaUm espaço onde ser diferente não significa ser "errada".
Por que a interseção importa

Ser mulher, ser preta, ser neurodivergente

Mulheres pretas permaneceram invisibilizadas e silenciadas durante grande parte da nossa história nesta sociedade. Cada um desses atravessamentos — ser mulher, ser preta, ser neurodivergente — soma no tamanho dessa exclusão.

Por isso o diagnóstico tardio em mulher preta não é o mesmo assunto que o diagnóstico tardio em geral. Ele exige um olhar mais atento, mais qualificado e com a vivência de quem passou pelas mesmas dores.

É esse olhar que eu ofereço.

Para evitar mal-entendido

O que este espaço não é

  • Não é avaliação nem laudoNão aplico instrumentos de avaliação diagnóstica e não emito laudo. Quando a investigação faz sentido, encaminho para profissionais de confiança e sigo te acompanhando durante todo o processo.
  • Não é treinamento para funcionar como neurotípicaNão trabalho para te ajustar a um padrão. Trabalho para você entender o seu.
  • Não é promessa de resultadoA terapia não faz os problemas da vida desaparecerem. Ela ensina a lidar com eles sem adoecer.

Conversar sobre isso

Priscila na praia, olhando por sobre o ombro para o mar Entre o Rio e o mar
Sobre mim

Não teve nada espetacular na escolha. O propósito veio depois.

Sou a Priscila — psicóloga formada pela PUC-Rio, carioca, gestalt-terapeuta. E acho importante contar do jeito que foi.

Como cheguei aqui

Uma menina de dezoito anos e um teste vocacional

Eu tinha dezoito anos e nenhuma experiência de nada. Na minha família não havia pessoas próximas que tivessem feito faculdade — todo mundo achava bonito e importante entrar, e podia ser qualquer curso.

Eu estudava numa escola particular, era bolsista, e ali o foco era passar no vestibular. Fiz um teste vocacional. Só sabia que não era boa em exatas, então procurei um curso sem matemática — e apareceu psicologia. O teste também dizia que eu era calma, tranquila, boa ouvinte e concentrada. Hoje me vejo exatamente assim, com mais duas coisas: focada e estratégica.

Prestei vestibular para outra área uma única vez. Todos os outros foram para psicologia. Entendi que seria a minha área mesmo sem saber quase nada sobre o mercado na época.

Trabalho precisa virar propósito de vida para a gente continuar seguindo em frente.

Isso eu digo até para os meus pacientes. E é o que aconteceu comigo: tudo o que me atravessa na vida pessoal, eu transformo em proposta para o meu trabalho.

Território

Território não é só o lugar onde nasci

Território é como me localizo, como sou lida e como me entendo na sociedade. O meu se lê assim: lugar de mulher preta, LGBTQIA+ e neurodivergente.

Todos esses lugares me levaram a ser quem eu sou hoje e ao trabalho que ofereço aos meus pacientes. Não é biografia decorativa — é o que me permite reconhecer certas coisas antes de elas serem ditas.

Eu sei, por dentro, o que é falar e não ser escutada. Foi dessa ferida que nasceu a minha forma de cuidar.
Abordagem

Por que Gestalt-terapia

Foi a abordagem que fez sentido para mim porque gera conexão. Trabalha o aqui e agora, mas também pensa o passado e planeja o futuro com estratégia — sem apagar a vivência e a percepção de quem está ali.

Não me coloco como superior. Não me coloco como conselheira. Não me coloco como espectadora da vida de ninguém. E não assumo o papel de traduzir nada para o meu paciente.

O que ofereço é um espaço construído com as ferramentas necessárias para que ele mesmo entenda e nomeie o que vive. Feito assim, a chance de fazer sentido é muito maior.

Formação

Estudo que vira presença

  • Psicologia — PUC-Rio. Base clínica sólida, compromisso ético com cada história.
  • Pós-graduação em Gestalt-terapia. O aqui-e-agora do encontro: awareness, contato e presença.
  • Escuta racializada. Estudo continuado das vivências que atravessam corpos negros e dissidentes.
  • Supervisão clínica e terapia pessoal continuadas. O trabalho de quem cuida também precisa de cuidado.
Conversar sobre minha abordagem
Priscila em pé no consultório, diante da estante de livros A base que sustenta a escuta
O que quero que você saiba antes

Estudei para fazer este trabalho. Isso não me torna superior a ninguém.

Quando você me procurar, vai encontrar uma profissional que sabe acolher, que já vivenciou muitas dessas dores e que tem clareza sobre caminhos possíveis. Tenho teoria e tenho vivência no que estou falando.

Também aprendo muito nos meus atendimentos. Acredito que a terapia é espaço de troca e de crescimento mútuo — e é assim que eu ocupo essa cadeira.

Cofundadora da Psico das Pretas — casa de cuidado afrocentrado.

Falar com a Priscila

Como funciona

Você é uma pessoa inteira, não o problema que te trouxe aqui

O desenho do processo, para você chegar sabendo o que esperar.

O percurso

Do primeiro encontro ao fim do processo

  1. A primeira sessão

    É acolhimento e anamnese. A gente conversa, você tira dúvidas, e começamos a construir a identificação — que é parte do trabalho, não formalidade.

    Faço uma leitura ampla da sua vida: família, amigos, relacionamento, rotina, hobbies, trabalho, espiritualidade. Preciso ver onde as coisas estão alinhadas e onde estão precisando de cuidado — porque a queixa inicial quase nunca é o lugar onde a coisa realmente está.

  2. A metáfora dos copos

    Imagine vários copos vazios e uma garrafa com líquido para enchê-los. Não dá para manter todos cheios ao mesmo tempo — mas também não dá para deixar nenhum vazio.

    a garrafa trabalho família afeto corpo você
    O trabalho é equilibrar: entender quanto cada área da sua vida está recebendo, e o que precisa mudar para que nenhuma seque.
  3. O trabalho continuado

    A gente trabalha a demanda que te trouxe, descobre demandas que nunca tinham sido observadas, retoma pontos que apareceram na anamnese e você constrói as suas próprias ferramentas.

    É nesse percurso que muita gente se dá conta de processos que atravessavam a vida inteira sem nunca terem sido nomeados.

  4. Quanto tempo dura

    Em média, entre um e três anos. Varia porque cada etapa acima leva o tempo que leva — e porque, no caminho, quase sempre aparece mais coisa do que a que se veio buscar.

Se você está com medo de começar

Comece com medo mesmo

Você vai destravar esse medo enquanto vive o processo, não antes dele. Nomear o que se sente, ser acolhida, se identificar com a sua terapeuta — é isso que dissolve o medo inicial, porque muita coisa que não fazia sentido começa a fazer.

A terapia não faz os problemas da vida desaparecerem. Ela ensina a lidar com eles sem adoecer.

Não prometo solução mágica. Ofereço processo, paciência e responsabilidade compartilhada.

Atendimento

Transparência em cada etapa

O atendimento é 100% online, por enquanto.

Sessões online

Por Google Meet, 40 minutos. Atendimento exclusivamente online.

Frequência semanal

Continuidade é o que garante profundidade no processo.

Nota fiscal

Sem convênios, com NF para reembolso no seu plano.

Brasileiros no exterior

Atendimento em qualquer fuso, com sensibilidade cultural.

Todas as sessões pagas

Inclusive a primeira — cada encontro é parte do processo.

Valores

Explico na nossa primeira conversa por WhatsApp, junto com a disponibilidade de horários.

Ver disponibilidade e valores

Perguntas frequentes

O que costumam me perguntar antes de agendar

Respondi aqui o que mais chega no WhatsApp, para você já vir sabendo.

Qual a diferença entre o Brasileiro Psi e a Psico das Pretas?

São dois trabalhos meus, com funções diferentes.

A Psico das Pretas é uma casa de cuidado afrocentrado que construo com a Mariana Pereira. Ela existe como porta de entrada: para que a mulher negra que nunca acessou terapia encontre um primeiro lugar de escuta. É um projeto, com proposta e ritmo próprios.

O Brasileiro Psi é o meu consultório. É processo terapêutico continuado, geralmente de um a três anos, com foco em diagnóstico tardio, neurodivergência na vida adulta e cuidado integral. É outro tipo de trabalho, para outro momento da vida de quem procura.

Você atende por valor social?

Não no Brasileiro Psi. Aqui a proposta é outra: acompanhamento continuado e especializado, que exige um investimento diferente.

Se o que você procura agora é um primeiro acesso à terapia com valor reduzido, o caminho é a Psico das Pretas — ou posso te indicar projetos de psicologia social que fazem esse trabalho bem. Me escreve que eu te oriento.

Como funciona o investimento?

Explico os valores e as formas de pagamento na nossa primeira conversa por WhatsApp, junto com a disponibilidade de horários.

O que vale dizer aqui é o que está incluído. Não é só a hora da sessão: é o estudo do seu caso entre um encontro e outro, a supervisão clínica, a terapia pessoal e a formação continuada que sustentam esse trabalho. Esse é o custo de ter uma profissional qualificada te atendendo.

Eu sei que terapia não é acessível para boa parte da população — é um fato, e é por isso que existem tantos projetos de psicoterapia social, inclusive um meu. Mas manter um trabalho especializado exige que ele seja sustentável.

Você faz avaliação psicológica ou emite laudo?

Não. O meu trabalho aqui é psicoterapia. Não aplico instrumentos de avaliação diagnóstica e não emito laudo.

Quando a investigação faz sentido, encaminho para profissionais de confiança — e sigo te acompanhando durante todo o processo. Receber um diagnóstico é uma etapa; entender o que fazer com ele ao longo da vida é outra, e é essa que a gente trabalha junto.

Atende quem ainda não tem diagnóstico?

Sim. Boa parte das pessoas que atendo chegou sem diagnóstico nenhum — só com a sensação de que alguma coisa nunca encaixou.

Quando faz sentido, encaminho para avaliação e a gente segue trabalhando durante o processo. Descobrir o nome é uma etapa; entender o que fazer com ele é o trabalho.

O atendimento é online? Você atende quem mora fora do Brasil?

O atendimento é 100% online, por Google Meet, com sessões de 40 minutos e frequência semanal. Por enquanto não faço atendimento presencial.

Atendo brasileiras e brasileiros no exterior, em qualquer fuso.

Quanto tempo dura o processo?

Em média de um a três anos. Esse é o tempo de trabalhar a demanda que te trouxe, descobrir as que ninguém tinha visto, construir suas próprias ferramentas e chegar num lugar em que você lida com a vida sem adoecer no caminho.

Não é um pacote fechado. É um percurso, e ele termina quando faz sentido terminar.

E se eu não souber se é terapia que eu preciso?

Terapia é para quem quer e acredita neste trabalho. Eu não tento convencer ninguém — não por rigidez, mas porque um processo que começa por convencimento não se sustenta.

Se você está em dúvida, me acompanha no Instagram, lê essas páginas com calma e me escreve quando fizer sentido. Estarei aqui.

Este site não é canal de emergência. Se você está em sofrimento agudo ou risco imediato, ligue 188 (CVV, 24h), procure uma UPA ou CAPS, ou ligue 192. Em situação de violência, 180 ou 190.

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